segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Por aí...


Foto:Solange Mezabarba - Colonia (Alemanha) vista da Catedral


"Quando a gente vai pra rua, nunca volta igual".

Esta sábia frase foi dita por uma das mulheres com quem conversei na ocasião em que eu pesquisava para a minha dissertação de mestrado.

As ruas, com seus fluxos, o vai e vem de pessoas e veículos se transformam no mais interessante espaço de interação social “não focalizada”, como diria Erving Goffman. É no reflexo desse espelho que nos miramos, miramos os outros, miramos as vitrines e interagimos, como Alice num certo país das maravilhas, com o que vemos dentro dele.

A frase da minha entrevistada mostra como trazemos as ruas para dentro de casa. Neste processo, olhamos, observamos, criticamos, auto-criticamos, aprendemos, mudamos. As ruas são a minha mais importante fonte de informação. Mas não paro por aí. Quero saber o que as pessoas trazem delas, das ruas, para dentro de casa.


Para citar Roberto DaMatta, as ruas guardam as surpresas, o movimento, a tentação. Na casa temos uma fronteira bem definida, é a nossa zona de conforto. Mais do que o ambiente da casa, me interesso pelo ambiente dos cabides, um dos destinos dos elementos das ruas que são guiados nesse trajeto, principalmente pelas mulheres. Das ruas aos cabides, os percursos desses elementos sao diversos.


Da frase acima proferida pela informante, a minha questão inicial: que elementos da rua são capazes de operar mudanças na maneira de consumir objetos de vestir?

Por isso, as ruas e os cabides são meus espaços iniciais. Mas faço pausas providenciais em shopping centers, cafés, museus e mercados. Então... andiamo via!